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TURBILHÃO

A nossa vida é um carnaval A gente brinca escondendo a dor E a fantasia do meu ideal É você, meu amor Sopraram cinzas no meu coração Tocou silêncio em todos clarins Caiu a máscara da ilusão Dos Pierrots e Arlequins Vê colombinas azuis a sorrir Vê serpentinas na luz reluzir Vê os confetes do pranto no olhar Desses palhaços dançando no ar Vê multidão colorida a gritar Vê turbilhão dessa vida passar Vê os delírios dos gritos de amor Nessa orgia de som e de dor Moacyr Franco O carnaval acaba e deixa um turbilhão de saudades...
A ESTRATÉGIA DO VÔO Sebastião Lázaro Henrique Escritor, pesquisador e administrador nascido em MT. Para que se possa voar, é preciso saber das asas e ter noção detalhada do espaço que se pretende ocupar. É vital ter à mão as rotas alternativas, o deslocamento dos astros as cartas de navegação e os pontos onde existem correntes de ar. Para que se possa prosseguir descansando asas ao planar. Para que se possa voar, é necessário saber da fome que se deseja matar do objetivo que se quer atingir, do motivo que origina a ação e do combustível a queimar; da distância que se origina ao partir e do risco de não chegar. Para que se possa voar é necessário alquimizar coragem, desejo e tesão com cálculos, raciocínio e precisão. Torna-se devido, no entanto, antes de mais nada obter-se prazer ao percorrer o caminho e não esperá-lo ao fim da jornada!
Metafísica da vida cotidiana Metafísica da vida cotidiana(da clara-evidência) Há tantas misérias cotidianas -Minúsculas e corrosivas,Imensas e imperceptíveis -Que se não fosse a miragem do amorA vida seria intragável.Há tamanha dissonância de gestos,Tantos gritos de agonia em apelos mudos,Que se não fosse o semblante tímido da pazNenhum horizonte seria possível.Eu bem que me esforço para ser humano,Para destilar alguns cálices de nobrezaDo caldo sujo e insosso dos dias.Mas é tão fácil ser vil...Somos tão banais e servis,Que do amor só enxergamos a miragem.E da paz, somente o horizonte tardio.A humanidade me sufoca.O disparate da vida queima as entranhas.E o que nos salva senão a embriagues dos ideais?O que nos redime senão a crença no absurdo?O que nos poupa o desesperoSenão a esperança cega na própria esperança?O que nos livra da amarguraSenão o desatino da fé?A vida é tão áspera...A poesia, tão árida...A acidez, irrevogável...Contudo; e mesmo assim,É preciso lançar o coraçãoNas velas...

Embriagai-vos

Texto de Baudelaire "É necessario estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso; eis o único problema. Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar.Mas de que? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagues.E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertades, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas sao; e o vento , e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder:É hora da embriaguez! Para nao serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos, embriagai-vos sem tréguas! De vinho , de poesia ou de virtudes, como achardes melhor." Felizes Festas! Bons Tempos em 2009!

Histérico é o amor??!!

Em um instante amava alucinadamente sorvia gostosamente dos beijos e da paixão. Num dado instante estávamos colados e de corpos suados e corações acelerados . Viajávamos em corpos horizontais e em um horizonte que se perde naquilo que se acha nos toques ... nos odores...nos gostos ... entre abraços e beijos perde-se a identidade no encontro da excitação. Olhos que dizem, Mãos que falam, Corpo inteiro que ferve, em partes que lateja. E o prazer se faz...se vive... Encanta como mágica e nada existe ... somente a entrega deste amor louco. Que se diz do amor ? como se define esse amor ? como se explicar esse amor ? como se compreende esse amor eventual ? Uma tara ?? Talvez... daquelas que traz não dor nem morte, pero daquelas que traz a vida para a vida e o prazer no fato apenas de viver aqueles instantes. Esse amor louco assim se fez... Num outro instante... um trovão , uma tormenta y tanta turbulência transformou o vôo tal um desastre, daqueles que não se morre inteiro, q...
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Inscrição para uma lareira" A vida é um incêndio: nela dançamos, salamandras mágicas. Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta? Em meio aos toros que desabam, cantemos a canção das chamas! Cantemos a canção da vida, na própria luz consumida... (Mário Quintana - Esconderijos do tempo